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Bombeiros capturam sucuri
que amedrontava moradores
 


Finalmente foi capturada a cobra sucuri de aproximadamente 5 metros que estava aterrorizando moradores do Bairro Vitória Régia, em Porto Velho. Uma equipe do Corpo de Bombeiros, acabou por capturar o animal por volta das 22 horas desta quinta-feira, quando ela estava num igarapé, que existe próximo a várias residências.
 
 


BENEFÍCIO IMORAL
 


 

Polícia Militar vai às escolas
 

Empresas usam tecnologia para
melhorar qualidade de alimentos
 

PMs são punidos, diz corregedor
 
 
 
 

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Bombeiros capturam sucuri
que amedrontava moradores

Finalmente foi capturada a cobra sucuri de aproximadamente 5 metros que estava aterrorizando moradores do Bairro Vitória Régia, em Porto Velho. Uma equipe do Corpo de Bombeiros, acabou por capturar o animal por volta das 22 horas desta quinta-feira, quando ela estava num igarapé, que existe próximo a várias residências.De acordo com o tenente De Cristo e o cabo Mafra, que ontem pela manhã trouxeram a cobra morta para exibição no Diário, não foi possível capturar o animal vivo devido estar em seu ambiente natural, o que oferece risco de captura. "A única maneira de conseguir capturá-la foi matando. Inclusive ela já estava ferida por um tiro disparado por moradores que já haviam tentado, sem sucesso, exterminar a cobra", justificam. Os moradores estavam apavorados com as visitas constantes da cobra, que já havia pego uma criança e vinha se alimentando de animais domésticos, como cachorros. "Quando a capturamos, pela forma que ela se apresenta, com certeza tinha acabado de se alimentar. Para saber o que ela comeu, só abrindo. Mas pelo volume, pode ter sido até um cachorro", comenta o tenente.Geralmente, explica o tenente, esses animais são recolhidos com vida, pois os bombeiros possuem meios e equipamentos para isso, e depois doam para zoológicos. "Como não foi possível a captura com vida, a nossa intenção é doar para o Centro de Biologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), que manifestou interesse no bicho para estudos".
Resgate de animais e captura de animais selvagens, é apenas mais uma das atribuições dos bombeiros, complementa o tenente, dizendo que todo o efetivo da corporação tem treinamento específico para atividades de risco como salvamento aéreo, aquático, terrestre, combate a incêndios, entre outros. "Estamos preparados para qualquer tipo de situação de risco. No próximo mês estamos formando a 1ª Turma de Sargentos Bombeiros, com duração de três meses, onde além do treinamento prático, estão recebendo instrução teórica e administrativa".
Os bombeiros informam a população que qualquer situação que necessitar do apoio da corporação, podem ser acionados pelo telefone 193.



BENEFÍCIO IMORAL

Num País onde o déficit habitacional é superior a 5 milhões de residências, promotores, desembargadores, ministros, senadores, deputados e altos técnicos do serviço público nacional fazem a festa com um benefício tão legal, quanto imoral e injusto: o auxílio-moradia. São, ao todo, R$ 214 milhões que saem dos cofres públicos todo mês para o bolso de 12.500 burocratas e autoridades públicas, segundo a revista VEJA, edição de 1º de novembro. A notícia do benefício revoltou moradores da periferia de Porto Velho. O Diário fotografou a desesperança e as péssimas condições de moradia do
bairro Tucumanzal, onde todas as condições de vida e moradia são propícias à violência, à criminalidade e à desesperança.


Polícia Militar vai às escolas

Diretores de estabelecimentos de ensino da capital atenderam ao convite do comandante geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel Jorge Honorato, e participaram de uma reunião no Quartel do Comando Geral, na última Quinta-feira à tarde, onde se discutiu a segurança aos alunos que vem sofrendo ações de elementos que roubam desde relógio, sapatos e bicicletas dos estudantes. Outro dado preocupante e que tem aumentado as denúncias à polícia  é  o assédio de  traficantes,  principalmente junto a menores, para o vício das drogas. A restruturação e melhoria nas Bases de Policiamento Comunitário e o aumento
do efetivo  de policiais militares nestes setores, foram reivindicações constantes dos diretores de Escolas. Mas eles reconheceram as dificuldades por que passa a Segurança Pública no Estado ressaltando que pelo menos "as  coisas começam a melhorar porque antigamente não éramos nem cumprimentados quanto mais convocados para uma reunião tão importante quanto  esta". Desabafou um diretor acrescentando que o  comando está no caminho certo.  Antes ninguém se preocupava com a segurança, quanto mais convidar diretor para ouvir suas reclamações pela falta de segurança. O coronel Jorge Honorato que estava acompanhado do comandante do 1º Batalhão, tenente coronel Carlos Alberto Vivian Gravi, informou que após cadastrar todas as informações dos diretores vai priorizar o atendimento nas escolas que apresentem o maior índice
de ocorrência "mas vai atender a todos sem revelar  dia e hora"  da atuação da PM.
Após ouvir as sugestões apresentadas na reunião, o coronel Jorge Honorato revelou que vai implantar um policiamento voltado exclusivamente para a comunidade estudantil, pois além de necessário, é um desejo comprovado através de pesquisas,  dados da imprensa e manifestações da comunidade escolar;  seleção e treinamento  dos Policiais que irão executar esse policiamento, pois serão os responsáveis diretos pela mudança da mentalidade sobre a instituição através de seus exemplos.
Os policiais militares passarão por um treinamento psicológicos, visando uma maior compreensão de comportamentos, principalmente de adolescentes.   Receberão, também, orientações de como se portar com este tipo de policiamento, sendo mais comunicativo e prestativo possível, devido o caráter extremamente especial de sua atividade.
No encontro com os diretores de estabelecimentos estudantis, o coronel Jorge Honorato informou que pretende aproximar ainda mais a comunidade com os policiais. Várias ações já estão sendo feitas para a integração da sociedade civil. Nesta nova reaproximação  está sendo criada uma equipe especializada em palestras e exposição de vídeos sobre as diversas unidades e atividades desenvolvidas pela Corporação, visando melhor informar e divulgar ao público estudantil, aumentando  o relacionamento informal, a fim de reverter o quadro de descrédito perante os jovens; abertura de visitas periódicas aos quartéis, coordenadas pelo comandante da área, aos alunos dos diversos estabelecimentos de ensino, como forma de aproximação e de integrá-los às diversas rotinas da Polícia Militar. Finalizando a reunião, o Comandante da PM destacou que como servidor do Estado e como cidadão, está a disposição da sociedade para ouvir sugestões de segurança sem se preocupar com críticas, pois o importante é a segurança de todos.


 
 
 


Empresas usam tecnologia para
melhorar qualidade de alimentos

Cacoal (da Sucursal) - Se por um lado o consumidor teme encontrar fragmentos de plástico, caco de vidro, inseto, ou qualquer outro resíduo dentro de uma embalagem de alimentos, por outro, as indústrias do setor não querem ficar fora dos avanços tecnológicos que marcam a chegada do terceiro milênio. E é por isso que algumas estão investindo na qualificação de pessoal e em equipamentos de ponta, como forma de atender às exigências de mercado e até evitar transtornos com o Procon e com a Justiça, se levados em conta os direitos do consumidor.
Para capacitar o profissional, a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) está conscientizando a classe empresarial da necessidade urgente de dar qualidade aos produtos. O Senai, que faz parte do Sistema Fiero, realizou no auditório do Sesi em Cacoal, no período de 23 a 27 de outubro, o I Seminário de Elaboração e Implantação de Planos de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle na Produção de Alimentos (APPCC), com 40 participantes de diversos municípios da região. O sistema APPCC foi desenvolvido para garantir a produção de alimentos seguros à saúde do consumidor e é recomendado por organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em Cacoal, o seminário que atendeu também a vários técnicos dos municípios de Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Jaru e Ji-Paraná, foi ministrado pelas engenheiras e pesquisadoras científicas Eliana Brilhante e Vera Lúcia Rodrigues Cruz, além da farmacêutica química Judith Regina Hajdenwurcel, todas com mestrado em ciência e tecnologia de alimentos, em universidades do Rio de Janeiro e de outros estados brasileiros. Elas convivem com a produção de alimentos em alta escala e visitam, permanentemente, indústrias de pequeno, médio e grande porte, que possuem em seus quadros entre 500 a 10.000 funcionários, todos com a responsabilidade de produzir seguindo padrões tecnológicos avançados, para não gerar prejuízos
ao consumidor e à própria indústria.
Os cursos e seminários do APPPC se destinam a técnicos indicados por empresas que aderiram ao projeto e que tenham formação e experiência na área de alimentos, além de empresários e consultores. No caso dos técnicos, o objetivo é capacita-los na elaboração do Plano AAPPC em suas respectivas empresas.  Em Rondônia, o Senai vai realizar expandir o programa à medida que a classe empresarial se conscientizar de sua importância.


 
 

PMs são punidos, diz corregedor

As informações prestadas pelo corregedor geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel Roberto Valmorbida, na sede do comando geral da PM, em Porto Velho, vem tranqüilizar um pouco a população sobre a dúvida se policiais militares são punidos ou não pelos crimes que cometem. "Para isso existe a Corregedoria da PM, para apurar denúncias, instaurar inquéritos e condenar e até expulsar aqueles policiais militares que cometeram crimes e abusos, não só quando fardados, mas também quando fora de seu horário de trabalho. Eles são devidamente punidos. A polícia militar além enquadrar
nas penas da Justiça Comum, tem também seu Código de Ética", explica o coronel Valmorbida.
Nos últimos dez meses a corregedoria já instaurou em todo o Estado de Rondônia, um total de 114 inquéritos policiais e 203 sindicâncias. Também neste ano já foram demitidos por condenação criminosa, 20 policiais militares e ainda tem 57 processos demissórios em andamento. "É um erro nosso deixar de prestar contas à população dos procedimentos tomados pela
corporação quando do envolvimento de policiais militares em quaisquer crime. A corregedoria é a polícia da própria polícia e todas as denúncias que chegam até nós estão sendo devidamente apuradas e instaurado inquéritos, os trâmites e formas de julgamento são os mesmo da Justiça Comum, com a mesma burocracia e demora. Sabemos que existem muitos policiais que não deveriam usar a farda por serem pessoas de índole criminosa, mas até possamos provar isso existem uma série de barreiras a serem vencidas".Comenta o corregedor que um dos crimes mais difícies de ser banido pela PM, é a corrupção de policiais militares. "A corrupção é difícil de ser extinguia. Podemos é diminuir os índices, mas acabar com ela é bastante
complicado, pois existem dois fatores que contribuem muito para tal delito. Um deles é atrasos constantes no pagamento dos salários dos servidores e outro é a própria sociedade, que para não prestar contas à Justiça, quando envolvida em situações delituosas e infracionais, oferece dinheiro e a coisa vai se tornando incontrolável. Se é um bom policial não vai aceitar, mas as
vezes o bom policial tem filhos, está com o salário atrasado, as crianças doentes, faltando alimento em casa e aí, não tem como recusar", justifica.Mesmo com o poder de acompanhar a vida particular e pública de cada policial, desde o cabo ao coronel, apurar fatos, instaurar inquéritos, julgar e sentenciar os processos, não é tão fácil assim para a corregedoria identificar
quem são os bons e quem são os maus policiais. "Não pensem que é fácil para PM sair identificando quem é bom e quem é ruim, pois para todo e qualquer fato deve haver provas. Não podemos sair julgando ou condenando sem que exista realmente um fato. Denúncias gravissimas chegam quase todos os dias, vindas de todo o interior e todas estão sendo minuciosamente
apuradas. Foi em razão disso, que realizamos na semana passada o Seminário sobre Inquéritos Policiais Militares, para uniformizar as formas de apuração e conclusão dos inquéritos. Um policial da capital ou um do interior que tenha cometido um crime, tem que ser julgado e sentenciado de maneira igual. Ele pode ter privilégios dependendo da cidade onde esteja
lotado, isso não pode existir. A lei é só uma para todos", reforça.DificuldadesO serviço burocrático da corregedoria, segundo o corregedor coronel PM Roberto Valmorbida, só não tem sido melhor por falta de incentivo e recursos financeiros do Governo Estadual. "A corregedoria deveria ser um dos órgãos da PM dos mais informatizados e equipados, pois o número de
papeis e documentos que lidamos todos os dias é imenso. Computadores iriam agilizar bastante os trabalhos. Mas nem papel temos. Nesse ano recebemos R$ 200 para compra de material de serviço e R$ 600 para gastos com serviços gerais (conserto de máquinas e outros). Como não temos um serviço informatizado, não há condições de fazer uma quadro estatístico
elaborado sobre as atuações da corregedoria. Até agora, a maior parte dos serviços, equipamentos, consertos, temos feito com recursos do próprio bolso", frisa o coronel informando que a pessoa que se sentir vítima de abuso de um policial, por exemplo, numa abordagem ou revista, na qual o PM tenha se excedido, pode procurar a corregedoria e denunciar, que os
fatos serão apurados, cabendo punição disciplinar.