Editoria de Política - Jornal Diário da Amazônia
![]() |
|
|
|
|
Assine agora Fale com Editor
Fale com a chefe
Fale com nosso colunista
social
Editoria de Economia
Fale com a Editoria de Cultura
|
|
Coordenador
do governo
O coordenador de Recursos Humanos do Governo, José Batista da
Silva, corre o risco de ser preso. O pedido de prisão foi protocolado
Ouro Preto - Ao falar a advogados deste município, o futuro
presidente da OAB rondoniense, Celso Ceccatto, disse que o próprio
espirito da Lei, ao determinar a escolha de direções através
do voto, pretende desta forma
Confúcio
faz um análise da
Membro da bancada de oposição ao governador José
de Abreu Bianco (PFL), o deputado federal Confúcio Moura (PMDB-RO)
disse ontem que a decisão "intempestiva" do Governo em ter demitido
quase dez mil pessoas em janeiro
|
|
|
Ricardo Callado Editoria de Política Diário Revista
Editoria de Política
Editoria de Capital
Esporte Amadorl
|
|
Coordenador do governo pode parar na prisão
O coordenador de Recursos Humanos do Governo, José Batista da
Silva, corre o risco de ser preso. O pedido de prisão foi protocolado
ontem pela manhã na 2ª Vara do Trabalho pelos advogados dos
demitidos, Hélio Vieira e Zênia Cernov. O coordenador incorre
em crime de desobediência, previsto no Artigo 330 do Código
Penal, que prevê detenção de 15 dias a 6 meses, e multa.
Depois de driblar por alguns dias a Justiça, Batista foi notificado
no último dia 25 por dois oficiais para cumprir mandado de reintegração
de 1.202 funcionários públicos da saúde e educação.
Ele não cumpriu a ordem até o
momento. Embora neguem, Batista e o procurador-geral do Estado, Reginaldo
de Almeida, temem a prisão. O coordenador tem se ausentado do local
de trabalho sem avisar sobre seu destino. Um juiz da Corte do TRT,
que prefere não ter o nome divulgado, acha difícil ser expedido
mandado de prisão contra Batista, embora admita que a juíza
Isabel Carla "tenha disposição para isso" porque no entendimento
dela há "flagrante delito e descumprimento à lei".
Diversos documentos foram protocolados ontem pelos advogados Hélio
Vieira e Zênia Cernov na Justiça Trabalhista. Eles pedem a
prisão de José Batista da Silva, à juíza Rosa
Maria Nascimento pedem a reconsideração da decisão
do último dia 27 por meio do recurso de agravo regimental e à
presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), juíza Flora Ribas,
querem urgência na análise do recurso pela Corte da instituição.
"A primeira sessão ordinária da Corte está prevista
para o dia 8 de
novembro. Queremos que o agravo seja colocado para apreciação
neste dia", disse ontem ao Diário a advogada Zênia Cernov.Os
advogados invocam o artigo 188, parágrafo 2º do Regimento
Interno do TRT. Os argumentos são fortes. No recurso de agravo regimental
apresentado à Rosa Maria Nascimento, eles apontam "heresia jurídica"
por parte do Estado, que optou por pedir a suspensão da sentença
definitiva requerendo confirmação de mandados de segurança
que tratavam de antecipação de tutela, uma garantia provisória
do mérito da sentença.
À Rosa Maria Nascimento eles avaliam que a decisão da
juíza não tem como prosperar, apontando cinco pontos, dentre
eles o de que não cabe mandado de segurança para suspender
os efeitos de tutela antecipada concedida por despacho ou sentença,
item para o qual apresentam diversas jurisprudências, inclusive da
própria Corte do TRT rondoniense, que por unanimidade afirma não
ter cabimento "a impugnação por mandado de segurança
para antecipação de tutela". Em outro ponto eles lembram
que a sentença não é objeto do mandado de segurança
interposto, "e nem pode o juízo alterar o
objeto da ação durante seu curso". Num terceiro item
dizem que o mandado de segurança não é recurso, é
portanto "não é o meio processual adequado para tentar modificar
uma sentença". Sobre isto, eles lembram que "a lei processual trabalhista
prevê o recurso apropriado para tentar modificar os efeitos de uma
sentença, e esse meio é o recursos ordinário". Seguem
adiante registrando para a juíza Rosa Nascimento que "não
se pode criar normas processuais para tender aos interesses particulares
invocados em nome de um Estado desgovernado".
ReconsideraçãoCaso a juíza Rosa Nascimento não
reconsidere sua decisão, o assunto será levado ao Pleno do
TRT para análise dos juízes, sem que Rosa tenha direito a
voto. A presidente da instituição, juíza Flora Ribas,
disse ontem por telefone que o assunto será prioridade, que entende
o parecer jurídico de Rosa, mas tem outro entendimento sobre o assunto.
A próxima reunião do Pleno acontece na próxima quarta-feira,
dia 8.
Ceccato
fala da alternância
na
presidência do OAB-RO
Ouro Preto - Ao falar a advogados deste município, o futuro
presidente da OAB rondoniense, Celso Ceccatto, disse que o próprio
espirito da Lei, ao determinar a escolha de direções através
do voto, pretende desta forma oxigenar as instituições, o
que, diz ele, justifica mais ainda o lançamento de seu nome encabeçando
a chapa "Nova Direção, Já!". Ceccatto falou sobre
os elogios à inclusão de uma representante feminina na
chapa, como candidata ao Conselho Federal, no caso a Advogada Maísa
Maltez. "Além da reconhecida competência e do envolvimento
da doutora Maísa nas questões de interesse da Ordem, entendemos
que já é passada a hora das nossas colegas terem uma presença
mais forte e foi esse um dos motivos que nos levaram a convidá-la."Sobre
o comportamento de seus adversários, Ceccatto disse: " Tenho sido
agredido e não pretendo polemizar, até porque a meta
de nossa chapa é conscientizar o advogado de que é preciso
mudar e nós temos a única
proposta capaz de atender ao que a categoria pretende, além
do fato de não podermos nos desviar da linha que traçamos"
destacou. Dentre outro fatores que servem para justificar a candidatura
de Ceccatto, está a proposta de fortalecimento da própria
seccional." Este tem sido o apelo que escutamos em todas as reuniões
que participamos, porque há uma
consciência generalizada, entre os advogados, de que é
necessário recolocar a Ordem em seu devido lugar, de destaque no
cenário social, e só com uma mudança isso poderá
ser feito"."Temos a consciência de que a OAB está muito
acima de ser apenas uma entidade que congregue e atue dentro de uma categoria
profissional. Nosso compromisso com a nossa razão de ser, o advogado,
é muito grande, mas cresce ainda mais quando verificamos o
anseio da sociedade para que sejamos uma espécie de porta-voz dela,
daí temos incluído o pleno exercício da cidadania
como uma das metas de campanha", afirmou
Ceccatto.
Confúcio
faz um análise da
administração
José Bianco
Membro da bancada de oposição ao governador José
de Abreu Bianco (PFL), o deputado federal Confúcio Moura (PMDB-RO)
disse ontem que a decisão "intempestiva" do Governo em ter demitido
quase dez mil pessoas em janeiro
coloca o governador numa "sinuca de bico". Confúcio Moura diz
que, passados alguns meses da demissão, esperava que
houvesse uma retificação da decisão do governador,
"com o retorno ao trabalho de todos". Em sua análise ele vê
que o governador "tem seus princípios, justificativa e defesa, mas
se sente numa 'sinuca de bico'". "Ele não vai mudar sua decisão
porque acredito que esteja se valendo de algum princípio de que
se abrir mão disso perderá a autoridade, e assim teme que
outras concessões poderão ser feitas", continua o deputado.O
deputado federal Confúcio Moura integra a bancada que considera
acertada a decisão da Justiça Trabalhista, em 1ª instância,
de reintegrar ou indenizar 1202 funcionários da educação
e saúde e apoia "política e moralmente" o Tribunal Regional
do Trabalho (TRT). Na última segunda-feira quatro destes
parlamentares estiveram com a presidente da instituição,
Flora Ribas Araújo, para declarar apoio. Para o parlamentar,
o governador José Bianco passará "a maior parte do tempo
em seu Governo discutindo problema dos demitidos". A consequência
é a "paralisação completa de sua administração".
"Não se vê o Governo discutindo programas de crédito
agrícola, financiamento para casa própria, nada. O tempo
todo dele é dando entrevista sobre o assunto demitidos".
Confúcio Moura diz que desde janeiro, quando ocorreram as demissões,
se pronunciou contra. Segundo o deputado, as sequelas das demissões
persistem. "As escolas estão sem professor. Há uma improvisação
grande, desvios de
função", diz. "Passados estes meses, o assunto virou
debate jurídico complexo, com desinteresse da opinião pública,
que espera decisões definitivas e verdadeiras", diz Confúcio
Moura, lamentando que a falta de definição rápida
para o problema cause sofrimento para os demitidos, e enquanto isso
o que se "observa é o encanto do tema para os devaneios de recursos
de um lado e outro".
Para o deputado "é indiscutível" promover o saneamento
das contas públicas, "se ajustar à lei Camata", mas a demissão
em massa de servidores "com 15, 18 anos de trabalho causa pânico,
ainda mais porque não houve critérios que convencesse a população
e a sociedade".