A CRIMINALÍSTICA EM RONDÔNIA

Criada como seção, a Criminalística pertencia à Divisão de Polícia Técnica da Polícia Civil do então Território Federal de Rondônia, época esta em que os conhecimentos científicos eram estritamente reduzidos em virtude da falta de elementos especializados em Técnicas Periciais e que não supria a contento o anseio das investigações policiais na elucidação dos fatos delituosos.

A partir de 1978, com a vinda de técnicos especializados na área de Criminalística, os trabalhos técnico-periciais foram evoluindo, apesar das dificuldades enfrentadas na época por falta de aparelhamento específico para a realização de seus trabalhos científicos pois tudo era realizado na base do esforço e dedicação.

Integrado como unidade de ação programática com função definida e com atuação incontestável em todo o Estado de Rondônia, encontra-se hoje o Instituto de Criminalística, com sede na cidade de Porto Velho e seccionais em vários municípios, com uma equipe multidisciplinar com profissionais de nível superior nas mais variadas áreas como Engenharia, Geologia, Química, Farmácia/Bioquímica, Contabilidade, Biologia etc.

À formação profissional originária de cada um foi acrescentada uma objetiva e selecionada gama de informações específicas para a atividade Criminalística. Este trabalho que se deve originalmente à Academia Nacional de Polícia, foi a complementação necessária e muito importante para a constituição de Equipes de Profissionais Técnicos, que a partir daí juntaram a heterogeneidade de sua origem acadêmica com a identidade de conceitos, informações, técnicas, objetivos e normas de procedimentos adequados às funções periciais e Criminalísticas, cujos trabalhos técnico-periciais vêm sendo aceitos pela comunidade e a Justiça como de alto padrão. Como toda Ciência, a Criminalística evolui, aprimorando suas técnicas com novos equipamentos e reciclagem de seus técnicos.

O Estado de Rondônia observou e vem observando um grande índice de crescimento populacional, ocasionando proporcionalmente um aumento nos índices de criminalidade em geral, refletindo concomitantemente nas exigências na área de Segurança Pública. Infelizmente, os órgãos responsáveis não se desenvolveram o suficiente para suprir a demanda, inclusive o Instituto de Criminalística que não acompanhou a contento o aprimoramento necessário para o bom andamento dos serviços.

Nesse sentido, o SINPEC/RO vem ao longo dos tempos, já desde o tempo da ASPEC/RO que originou o nosso Sindicato, desencadeando uma luta em prol do desenvolvimento da Polícia Técnica no Estado, lutando pela estruturação e implantação da Superintendência Geral de Polícia Técnica conforme o parágrafo único do Art. 146 da Constituição Estadual. Já mais recentemente, procura-se implantar também o Laboratório Central, que atuará nos exames laboratoriais, pesquisas, convênios com Instituições, bem como busca de recursos para aquisição/manutenção de equipamentos etc.

(extraído de "O Vestígio" – ano I – nº 01 – set/91)